Henrique sentencia: \"Se o grupo wilmista não chegar ao consenso, perderá a eleição\"
Crédito: Heracles Dantas

Legenda: Presidente estadual do PMDB, Henrique Eduardo opina: \\\"Só existe chance de vitória se houver união\\\"
Joaquim Pinheiro - Repórter de Política
O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves, integrante da Unidade Potiguar formada por PMN, PP, PR e PMDB, afirmou na manhã de hoje que continuará tentando convencer o senador Garibaldi Filho a apoiar a candidatura da base aliada da governadora Wilma de Faria no Estado por entender ser a alternativa mais coerente para o PMDB, já que o partido no âmbito nacional faz parte do governo Lula, a exemplo do PSB e dos demais partidos da Unidade Potiguar. "Eu não tenho como explicar que o PMDB apoie o Governo Federal, participe da administração do governo Lula através de vários ministérios que está beneficiado o Estado com obras importantes como o projeto do Rio São Francisco, Mobilidade Urbana, Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, irrigação, e fique contra", disse ele ao participar hoje do programa Jornal da Manhã da 95 FM.
"Ou Garibaldi vai me convencer ou eu vou convencer Garibaldi", disse o peemedebista, acrescentando que não pretende se separar do primo/senador, mas não quer ficar constrangido e para que isso não aconteça buscará todos os meios necessários para um entendimento, segundo ele, até em homenagem ao ex-governador Aluízio Alves que sempre trabalhou pela unidade dentro do PMDB e da família Alves.
Ele prevê que se o grupo político liderado pela governadora Wilma de Faria não chegar ao consenso perderá a eleição do próximo ano para o Governo do Estado e isso não seria bom para o Estado porque interromperia o processo desenvolvimentista implantado pelo Governo Federal com resultados positivos no Rio Grande do Norte.
Colaborador
O deputado Henrique Eduardo esclareceu que está participando do processo de convencimento dos integrantes da Unidade Potiguar como colaborador e não representando o PMDB por entender que a aliança nacional deve ser reproduzida, não só no Rio Grande do Norte como em vários outros Estados da federação. Ele disse considerar difícil qualquer alternativa que divida a base aliada da governadora Wilma de Faria, principalmente se for adotada uma terceira alternativa. Mesmo considerando natural a candidatura do vice-governador, Henrique Eduardo defende que Iberê Ferreira procure os demais integrantes da Unidade Potiguar, Robinson Faria (PMN), João Maia (PR) e Carlos Eduardo (PDT), para buscar um entendimento. "Só existe chance de vitória se houver união", insistiu o deputado.
"A governadora deveria se poupar e ficar fora do processo”
O deputado Henrique Eduardo defendeu o afastamento da governadora Wilma de Faria das articulações sobre o processo sucessório para facilitar os entendimentos, já que a governadora é pré-candidata a senadora. "A governadora devia se poupar e ficar fora", disse ele, lembrando que o processo deveria ser de exclusividades dos integrantes da Unidade Popular, pré-candidatos ao Governo do Estado e interessados diretos no processo.
No entendimento de Henrique Eduardo os pré-candidatos deveriam reiniciar um novo processo de negociação sem que haja imposição de nomes, mas com humildade e visão de futuro. Ele disse que está se expondo e tendo dificuldades, inclusive dentro do seu partido, o PMDB, mas se compromete a continuar buscando o consenso e espera que o impasse seja resolvido no mais tardar até dezembro.
Frustração
Henrique afirmou que estipulou como prazo para definição na Unidade Potiguar é dezembro. "Se ficar cada um por vaidade e egoísmo dizendo "tem que ser eu" não chegaremos a lugar nenhum. O meu prazo como colaborador e torcedor é dezembro. Se não conseguir a união, saio frustrado e vou continuar minha missão", declarou.
O deputado ainda disse que respeita a vontade natural do vice-governador, Iberê Ferreira de Souza em querer sair candidato, mas afirmou que o próprio deve se empenhar para isso. "Ele tem que ser competente e convincente para costurar esse acordo com João Maia. No momento esse convencimento está meio fraco. Eu, no lugar dele, estaria promovendo reuniões para o entendimento", afirmou Henrique.
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