segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PARTE 2

acordo, após uma conversa com o próprio prefeito, passar uma borracha no acontecido. Até porque, a garantia de que eu seria o seu candidato, continuava sendo afirmado por ele.

Blog - Passados quase 6 meses, eis que o senhor é mais uma vez preterido por aquele que lhe jurava fidelidade. Ainda seria o reflexo da Crise Financeira, ou seria traição pura por parte do prefeito Flávio?

AG – Não quero e nem tenho procuração pra defender o prefeito Flávio. Não quero perder minha confiança em suas palavras. Que ele se posicionou contra minha reeleição, isso é fato consumado. Não quero usar a palavra traição, mais sim, falta de pulso da parte dele, principalmente, para com seus assessores diretos que tentaram coagir vereador na calada da noite.

Blog – Essa coação, da qual o senhor afirma, teria o dedo do prefeito Flávio Azevedo?

AG - Flávio não sabe de metade do que se passa nessa administração, ele pode ter agido por impulso, por escutar alguns sem futuros que o cercam. Isso não é nenhuma descoberta minha não, o fato de existir muitos sem futuros cercando e dando conselhos errados á ele, é uma unanimidade dita e ouvida dentro da sua administração. Quantos aliados fiéis do atual prefeito, não estão no meio da rua pra dá lugar aos aproveitadores de última hora?
Blog – O que de fato aconteceu agora em Outubro, quando o senhor tentou pela segunda vez se reeleger presidente da câmara?


AG - Basicamente, o que aconteceu na primeira, coação e ameaças do executivo sobre os vereadores. Pelo que me chegou, ou eles estariam com o prefeito ou estariam fora da administração.


Blog – Que o senhor era o candidato do prefeito, todos nós já sabemos. Agora, se era, porque que ele o traiu de novo? Ele tinha conhecimento de que o senhor colocaria a reeleição em pauta?


AG – Ele foi o primeiro á saber. Eu comuniquei á ele na sexta-feira dia (15).

Blog – E ele?


AG – Não se colocou em momento algum como obstáculo. Neste dia, me disse apenas que estaria viajando e que na volta conversaria sobre o assunto.


Blog – A partir daí, quando foi o próximo contacto com o mesmo?


AG - Na terça-feira dia (20), no período da tarde. Em reunião agendada pelo vereador Luiz da Verdura (PMDB) na fazenda do prefeito, lá se encontrava toda á bancada que lhe dá sustentação na Câmara Municipal.


Blog – O assunto em pauta foi à reeleição?

AG – Foi sim. A reunião em tese foi provocada por mim, pois eu queria que o prefeito dissesse em alto e bom som, na presença de todos, que era o seu candidato á presidência da câmara.


Blog – Mas, porquê, ele não sempre jurou ao Pé-da-Cruz que era você?


AG – Sim, mais o seu lider, o vereador Gelson Vitor, que também postulava o cargo de presidente, me confessou que precisaria ouvir isso da própria boca do prefeito.


Blog – E, ouviu?


AG – Não só ouviu como disse na mesma reunião, na presença dos outros vereadores - Luiz da Verdura; Dinho; Fernando Bezerra e Manga Rosa - que não seria nenhum problema. Apenas defendeu a tese de que se devia esperar um pouco mais, para, segundo ele, haver uma calmaria nos ânimos, que ainda segundo ele, estariam muito exaltados por toda á cidade.


Blog – Então, nessa reunião ficou tudo acertado?


AG – Como dois e dois são quatro. Inclusive nela foi proposto pelo prefeito Flávio Azevedo, de que Fernando Bezerra e Manga Rosa sairiam da chapa, para dar lugar á Gelson e Dinho, respectivamente.


Blog - Sim. Então dessa forma sua reeleição estaria garantida?

AG – Pois é, deveria né? Mais tão logo saímos da fazenda do prefeito, um assessor direto de Flávio já estava tentando intimidar um dos vereadores que compunha minha chapa, dizendo ao mesmo ser contra minha reeleição e que o presidente da câmara tinha que ser Gelson Vitor, e não eu, afirmou por telefone.


Blog – Ou seja, a palavra dada pelo prefeito na reunião e nada significava á mesma coisa?

O senhor quer dizer com isso que não se deve confiar naquilo que o prefeito diz e prega?


AG – Não. Não quero dizer isso. Mas, nesse episódio da eleição sua palavra ficou á desejar.
Blog – Foi a partir de então que o senhor passou a procurar á oposição em busca do 5º voto pra se reeleger presidente?


AG – Foi. Quando percebi que a conversa da terça, entre prefeito e vereadores tinha perdido á validade, e que o seu lider, Gelson Vitor, estava tramando um chapa ás escondidas, resolvi então procurar o ex-prefeito Cid Arruda, em busca do voto do vereador Nia Salú (PMN) para garantir minha vitória, já que tinha certeza de que não contaria mais com os votos dos vereadores Gelson e Dinho.


Blog – Bom, então teria partido daí á história de que o senhor teria traído o prefeito Flávio?


AG – Como eu posso ter traído o prefeito Flávio? Eu procurei á oposição na busca de apoio pra me eleger, bem diferente do lider do prefeito, Gelson Vitor, que buscou essa mesma oposição não para se reeleger, mais sim para eleger o vereador Marcelo Cunha Lima que, como todos sabem, faz oposição a atual governo municipal.


Blog – Como é que é? O senhor está afirmando que o lider do prefeito estaria trabalhando para eleger presidente um membro da oposição?


AG – Sim, estou. Essa informação me foi passada pelo próprio prefeito Flávio Azevedo, na quarta á noite, na residência do vereador Fernando Bezerra. Naquela oportunidade, tanto eu quanto os vereadores Luiz da verdura; Fernando Bezerra e Manga Rosa, foram surpreendidos com á chegada do prefeito, nos pedindo para retirarmos nossa chapa, pois o vereador Gelson Vitor tinha formado uma chapa com o vereador Marcelo Cunha Lima e Beto Martins, e que dessa forma a minha eleição estaria perdida.


Blog – Sim, mais se isso viesse á acontecer, o prefeito então não seria conivente?

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