segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PARTE 3

AG – Nesse episódio da eleição da câmara, pra mim, ficaram evidentes duas coisas: Ou o prefeito me enganou o tempo quando dizia que eu era o seu candidato a presidente, ou ele não tem pulso e muito menos liderança sobre os seus aliados de partido. Não é verdade?

Blog – E a história do Edital? Houve realmente um acordo para que ele viesse abaixo?
AG - Houve. Entretanto, ficou difícil de acreditar nos acordos feitos, pois da terça pra quinta, nenhum deles foi cumprido. Então, focou difícil de acreditar em todo mundo.

Blog – Mas, não existia nessas conversas palavras de homem não?
AG - Sim, existia. Mas, só queria fazer uma pergunta á você Gilmar, para com ela também responder á sua pergunta: “As palavras que foram ditas e firmadas na terça-feira, na fazenda do prefeito, foram de ”Kengas” foi?

Blog – Eu não estava lá, presidente!
Blog - Na quinta, no dia da quase reeleição da câmara, o senhor conversou com o prefeito Flávio Azevedo?

AG – Desde o inicio da manhã, ele montou quartel nas dependências do Hospital Monsenhor Pedro Moura, precisamente na sala da direção, para posicionar e pressionar os vereadores contra minha reeleição. Então, certa hora da manhã fui chamado por ele em seu quartel general.


Blog – Pra que, se ele já tinha se posicionado contra sua reeleição?


AG – Para me dizer o que eu já era óbvio, que ele era contra minha reeleição e que Gelson estaria com duas chapas formadas com o apoio da oposição, prontas para serem registradas; uma em que ele seria o presidente, e outra em que o vereador Marcelo Cunha Lima seria o presidente. O intuito de lançar Marcelo presidente, seria com o objetivo de demover o voto de Nia Salú em prol da minha chapa. Já que se Marcelo fosse candidato, Nia não mais votaria em mim, e sim nele.


Blog - O senhor obviamente se mostrou insensível aos apelos do prefeito, não?


AG – Completamente. Naquele momento lhe disse que a eleição seria naquele dia, e que esta só não aconteceria, se algum dos meus companheiros de chapa desse pra trás, o que infelizmente, foi o que aconteceu. Dito isso, me retirei da reunião e fui embora. Logo depois soube da desistência de alguns, e resolvi retirar o edital da eleição, baixando um decreto que extinguia o certame para aquela data.


Blog – O senhor afirmou que o prefeito montou um quartel general nas dependências do hospital, de onde comandou a derrubada á sua reeleição. Na condição de vereador e fiscal dos atos do executivo, o senhor não acha que ele cometeu abuso de poder e Crime Eleitoral?

AG – Não cabe só á mim julgar se foi um crime, ou não.


Blog – O senhor manteve algum contacto com o prefeito após o episódio da reeleição?

AG – Não. O último contacto com ele foi nessa reunião.


Blog – O vereador Antônio Gomes é hoje situação ou oposição?


AG – Sou do PR - Partido da República.


Blog – Qual á posição da família Andrade em relação a tudo que aconteceu?


AG- Sentida. Sempre contei com o apoio de todos, principalmente, de Max e do vice-prefeito João Paulo. Assim como eu, eles também ficaram surpresos com o ocorrido.


Blog - Que nota o senhor daria para a administração do prefeito Flávio Azevedo?


AG – Eu sou meio suspeito pra falar. Faça o seguinte, pergunte ao povo nas ruas, ele é o melhor termômetro. O povo é sábio, e a voz do povo é a voz de Deus.

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