Presidente volta a criticar países ricos que 'davam aula'.Lula falou em Genebra no Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Lula em conferência da OIT, em Genebra (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)O presidente voltou a criticar os países ricos: "Essas mesmas pessoas que nos ensinaram viram que agora não sabem mais nada, não sabem nem explicar como davam tanta aula." Lula atacou ainda aqueles que "promoveram e defenderam o sistema e agora não sabem como explicá-lo nem como tirar o mundo da crise na qual o mergulharam".
Lula defendeu uma nova ordem econômica mundial, que recompense a produção e não a especulação, além de ter ressaltado a necessidade de defesa dos direitos dos pobres.
"Como dirigente de um país em desenvolvimento, espero que da crise surja uma nova ordem internacional que recompense a produção e não a especulação", afirmou o presidente do Brasil.
"Esta nova ordem também deve respeitar as normas meio ambientais viáveis e transformar o comércio internacional em um instrumento de desenvolvimento para uma distribuição mais justa da riqueza", completou Lula.
Direitos humanos
Lula disse que prestar atenção aos direitos humanos é uma parte indispensável de qualquer estratégia para superar os efeitos da crise. "A crise financeira, que nasceu da desregulamentação das economias mais ricas, não é um pretexto para estimular o descumprimento das obrigações de cada Estado com a promoção e a proteção dos direitos humanos", disse o presidente.
Após a visita a Genebra, Lula viajará para a Rússia, onde participará nesta terça-feira (16) da reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China).
Paraísos fiscais
Lula discursou também na Organização Internacional do Trabalho, pedindo uma atitude mais dura com os paraísos fiscais e os especuladores que causaram a crise econômica atual. "Não se pode conviver com paraísos fiscais", declarou Lula na Suíça, país que figura na lista cinza de paraísos fiscais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE). "Não se pode conviver com um sistema financeiro que especula com papéis e papéis sem gerar um posto de trabalho, sem produzir um sapato, uma camisa ou até uma gravata", completou Lula.
Cana-de-açúcar
Lula disse ainda em Genebra que governo, empresários e trabalhadores brasileiros assinarão um acordo para garantir condições mínimas de trabalho no setor de cana-de-açúcar. Cerca de 600 empresas já aderiram aos princípios propostos no acordo, segundo Lula, que inclui nível de renda, proteção aos trabalhadores e benefícios. O objetivo é lidar com os casos de trabalho escravo no setor da cana-de-açúcar. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, estimou que as empresas que assinarão o acordo representam pouco mais de 70% da produção de cana no Brasil. As empresas que aderirem ao processo serão certificadas. A maioria das empresas está no Estado de São Paulo.
Lula almoça após a reunião na OIT com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Após a visita a Genebra, Lula viaja para a Rússia, onde participará nesta terça-feira (16) da reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China).
Com informações da Agência Estado, da AFP e da EFE.
Espanhol afirma que equipe mostrou outras vezes que nunca desiste.

Fernando Alonso: 'Tenho muita fé neste time e sei que todos estão trabalhando muito'.
Com apenas 11 pontos no campeonato, Fernando Alonso, com certeza, esperava uma melhor performance do carro da Renault nesta temporada. O bicampeão mundial de Fórmula 1 venceu duas das últimas quatro corridas do campeonato passado, em Cingapura e no Japão, e acredita que a escuderia francesa ainda pode reagir.
- Tenho muita fé neste time e sei que todos estão trabalhando muito para tentar melhorar nossa situação. Estamos juntos há muito tempo e já mostramos antes que nunca desistimos - afirmou.
O companheiro do brasileiro Nelsinho Piquet reconhece, entretanto, que é difícil tirar a vantagem das equipes que já estão na frente, pois ninguém para de trabalhar no desenvolvimento dos respectivos modelos.
- Precisamos ser realistas, pois todas as outras equipes também trabalham tanto quanto a gente para desenvolverem seus carros, então não é fácil dar um grande passo à frente. Nós só podemos continuar adicionando (novas) partes (aerodinâmicas) a cada corrida para termos certeza de que poderemos brigar por pontos e, se tudo der certo, por pódios de maneira regular – analisou.
Ferrari não tem condição de lutar pelo título, assume Luca di Montezemolo
Italiano alfineta FIA e diz que regulamento deste ano era ‘imprevisível’.
- Depois de, em dez anos, termos vencido oito títulos (de construtores), (Stefano) Domenicali e seu grupo não estão em condições de ganhar o campeonato (em 2009) – disse.
Como tem sido costume em suas declarações recentes, o italiano não deixou de alfinetar a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
- Isso (o mau desempenho da Ferrari) acontece porque, infelizmente, nós recebemos um regulamento muito confuso, no qual a interpretação das regras foi, como eu posso dizer... imprevisível. É curioso que os times que venceram os últimos três campeonatos; Ferrari, McLaren e Renault; tenham interpretado as regras do mesmo jeito. Então isso aconteceu por uma destas duas razões: todos nós estávamos completamente bêbados ou as regras não estavam claras. Eu tenho a resposta, pois nós (equipes tradicionais) não estamos bêbados, ainda – disparou.
O dirigente fez uma metáfora para dizer que esta fase, pela qual a Ferrari passa, pode ser benéfica para a escuderia no futuro.
- Às vezes é importante sentir fome, porque quando se come demais, você não entende o que significa estar com fome. Então, algumas vezes na vida é bom estar com fome para que, quando se comer de novo, você entenda o quanto a comida é importante – analisou.
Jenson Button abre 26 pontos sobre Barrichello após sexta vitória.
Posição Piloto País Equipe Pontos
1 Jenson Button ING Brawn-Mercedes 61
2 Rubens Barrichello BRA Brawn-Mercedes 35
3 Sebastian Vettel ALE RBR-Renault 29
4 Mark Webber AUS RBR-Renault 27,5
5 Jarno Trulli ITA Toyota 19,5
6 Timo Glock ALE Toyota 13
7 Nico Rosberg ALE Williams-Toyota 11,5
8 Felipe Massa BRA Ferrari 11
9 Fernando Alonso ESP Renault 11
10 Kimi Raikkonen FIN Ferrari 9
11 Lewis Hamilton ING McLaren-Mercedes 9
12 Nick Heidfeld ALE BMW Sauber 6
13 Heikki Kovalainen FIN McLaren-Mercedes 4
14 Sebastien Buemi SUI STR-Ferrari 3
15 Sebastien Bourdais FRA STR-Ferrari 2
16 Robert Kubica POL BMW Sauber 1
17 Adrian Sutil ALE Force India-Mercedes 0
18 Giancarlo Fisichella ITA Force India-Mercedes 0
19 Nelsinho Piquet BRA Renault 0
20 Kazuki Nakajima JAP Williams-Toyota 0
Gol de pênalti de Kaká salva o Brasil em dia de estreia sofrida na África do Sul
Seleção abre 3 a 1, mas permite a reação do Egito. Meia faz o gol da vitória do time de Dunga aos 45 minutos do segundo tempo.

Kaká presta homenagem ao filho Lucas, que fez aniversário na quarta-feira passada.
O prefeito de Bloemfontein prometeu apoio total da cidade à seleção brasileira. A presença dos craques brasucas levou esperança de vida melhor a crianças pobres. Mas dentro de campo, o Brasil sofreu para transformar esperança em alegria e demorou a convencer a torcida local nesta segunda-feira, em sua estreia na Copa das Confederações. Um gol de Kaká, aos 45 minutos do segundo tempo, decretou a sofrida vitória sobre o Egito por 4 a 3. Além de Kaká (2), Luís Fabiano e Juan marcaram para o Brasil, atual campeão do torneio e da Copa América. Zidan (duas vezes) e Shawky fizeram para os egípcios, campeões da África. Também pelo Grupo B, Itália e Estados Unidos se enfrentam ainda nesta segunda, em Pretória, às 15h30m (de Brasília). A seleção brasileira volta a campo na quinta, contra os EUA, em Pretória, às 11h (de Brasília).
FOTOS: Confira a galeria de fotos do jogo entre Brasil e Egito
O número de torcedores no Free State, que tem capacidade para 48 mil pessoas, decepcionou. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, antes do jogo já havia demonstrado preocupação com a situação e pediu para o Comitê Organizador da Copa das Confederações passar a distribuir ingressos de graça para as próximas rodadas. O futebol do Brasil também decepcionou os sul-africanos, que chegaram ao estádio demonstrando que torceriam para o time de Dunga. Após um bom primeiro tempo, os brasileiros sentiram os gols no início do segundo e tiveram dificuldades para chegar à vitória. As bolas cruzadas por Elano eram a principal arma do time e originaram dois gols de cabeça (Luis Fabiano e Juan). Esta foi o quinto confronto entre Brasil e Egito na história e a quinta vitória. Até então, a seleção só havia levado um gol do rival, em 1960.
A seleção precisou de apenas cinco minutos para abrir o placar. Daniel Alves tocou pelo alto, Kaká ganhou a dividida com Hani Said, com direito a “chapéu”, driblou também Gmaa na área e tocou com tranqüilidade, sem defesa para El Hadary.
Mas o Egito também não demorou para empatar. Aos sete, Aboutrika cruzou, Zidan subiu melhor que Daniel Alves e marcou de cabeça. A torcida africana, dividida, comemorou os dois gols igualmente. Por enquanto, festa para Brasil e Egito.
O time de Dunga usou Elano para virar. O ex-santista cobrou falta da intermediária na cabeça de Luis Fabiano, que, no início da área, tocou bem e fez o segundo brasileiro, aos 11.
O Egito passou a tocar a bola e tentar furar a defesa brasileira, sem sucesso. Tanto que teve mais posse do que o rival no primeiro tempo, 52% a 48%. Nas arquibancadas, só festa. Um grupo de brasileiros tentou puxar uma ola, aos 20, sem sucesso.
Depois de mais três tentativas, o estádio inteiro foi junto. Em seguida, palmas coordenadas.
O Brasil cresceu junto com a torcida. Assim como os brasileiros nas arquibancadas, Elano não desistia de tentar. Aos 23, cruzou para Juan, que cabeceou para fora. Aos 24, cobrou falta na entrada da área, mas o goleiro El Hadary pegou. Até que aos 37, o jogador do Manchester City acertou mais uma: escanteio da direita, Elano achou Juan e o zagueiro subiu para marcar o terceiro do time de Dunga, de cabeça.
Na etapa final, os sul-africanos nas arquibancadas resolveram declarar apoio total aos egípcios, africanos como eles. Cada roubada de bola do Egito era comemorada como gol. Cada gol, uma festa.
E saíram dois deles rapidamente. Aos nove, Ahmed Eid, que entrara no lugar do capitão Ahmed Hassan, tocou para Aboutrika na esquerda, que rolou para Mohamed Shawky bater no canto de Julio César: 3 a 2 para o Brasil. Em um cochilo de um minuto do time de Dunga, o empate. Aboutrika arrancou logo após a saída de bola do Brasil, tocou para Zidan, que ganhou na velocidade de Daniel Alves e chutou para empatar. Os egípcios beijavam o chão no gramado. Parecia até gol da África do Sul, tamanha a comemoração no Free State. As cornetas eram tocadas sem parar.
Torcida faz festa para os dois lados
Logo em seguida, Dunga tirou Robinho e Elano para as entradas de Alexandre Pato e Ramires. O Egito assustava com contra-ataques rápidos, mas sem levar mais perigo ao gol de Julio César, apesar dos lamentos dos torcedores. Com Pato e Kaká mais próximos de Luis Fabiano, o Brasil tentava explorar a habilidade dos três, já que Robinho teve atuação discreta. Aos 31, o novo craque do Real Madrid arriscou de primeira, rente ao travessão.
O Egito tomou conta do jogo nos minutos finais e teve boas oportunidades. Mas o futebol muitas vezes não perdoa vacilos. Aos 44, em uma cobrança de falta, Lúcio testou, e Elmohamadi, em cima da linha, impediu o gol com o braço. O árbitro Howard Webb marcou pênalti, expulsou o infrator, e os torcedores vaiaram. Kaká não tinha nada com isso e com precisão acertou o canto esquerdo de Hadary. Doze anos depois, a seleção brasileira comemorava na África do Sul. E a festa tomou conta do Free State Stadium.
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